VII CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ANTROPOLOGIA - Lisboa, 4-7 de Junho de 2019

Published in 22/11/2018 - 12:48

VII CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ANTROPOLOGIA
Lisboa, 4-7 de Junho de 2019
(NOVA – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa)

 

P027 - Subjetividade, Emoções e Políticas Públicas

Coordenação:

Maria Claudia Coelho (UERJ)mccoelho@bighost.com.br

Iara Beleli (UNICAMP)iarabeleli@gmail.com

 

Resumo curto

Este painel propõe discutir as dimensões subjetivas e emocionais da política com foco em estudos sobre concepção, avaliação e/ou engajamento na defesa de políticas públicas. Serão aceitos estudos sobre políticas públicas em diversas áreas – educação, avaliação científica, migração/deslocamentos, segurança pública, economia, entre outras - em diálogo com as demandas dos movimentos sociais.

 

Resumo longo

A teoria social contemporânea vem formulando diversos modelos teóricos para dar conta da articulação entre política e subjetividade. Entre as construções teóricas de maior repercussão recente na antropologia, pode-se citar as teses de Veena Das sobre violência, subjetividade e “trabalho do tempo” e as ideias de Judith Butler sobre luto e política. A antropologia das emoções é também um campo fértil em modelos teóricos para a articulação entre as dimensões “micro” e “macro” da vida social. Aqui, as emoções são vistas como capazes de revelar e alterar os arranjos da chamada “vida pública”, em particular a política, que também se faz na articulação público/privado. Diversos são os fenômenos que podem ser estudados sob essa perspectiva: o engajamento em movimentos sociais, as transformações em regimes políticos, as várias modalidades da violência. Sentimentos como esperança, medo, indignação, solidariedade, desprezo, compaixão são, nessa área de investigação, objetos de análise privilegiados por sua capacidade micropolítica. Esse painel tem por foco a análise de um fenômeno específico: as políticas públicas. São bem vindas análises das dimensões subjetivas e emocionais da concepção, avaliação e/ou engajamento na defesa de políticas públicas em áreas diversas, tais como educação, avaliação científica, migração/deslocamentos, segurança pública e economia, entre outras.

P028
Português / Portuguese (PT): Prisões e redes de afeto: da centralidade das relações na política prisional
Espanhol / Spanish (ES): Prisiones y redes de afecto: la centralidad de las relaciones en la política prisional

Coordenador / Coordinator:
Natália CORAZZA PADOVANI
Núcleo de Estudos de Gênero Pagu / Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); PPGAS e PPGCS / Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
nataliacorazzapadovani@gmail.com

Co-coordenador / Co-coordinator (se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):
Catarina FROIS
Departamento de Antropologia, ISCTE-IUL; Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA)
catarina.frois@netcabo.pt

Debatedor / Discussant (se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):

Língua principal / Main language: Português / Portuguese (PT)
Língua complementar / Complementary language: Espanhol / Spanish (ES)
Língua de trabalho preferencial (não exclusiva) / Prefered working language (not exclusive): Português / Portuguese (PT)

Detalhes do painel na língua principal / Panel details in main language

Título / Title
Prisões e redes de afeto: da centralidade das relações na política prisional

Resumo curto / Short abstract
Considerando que relações e afetos são tramados desde categorias de diferenciação como gênero, classe, raça, sexualidade e nacionalidade, o painel intenta reunir trabalhos que tenham como principal objetivo analisar relações de poder, resistência, subjetivação e agências articuladas pelas pessoas em cumprimento de pena, bem como seus familiares e agentes penitenciários

Resumo longo / Long abstract
O painel propõe reunir trabalhos que consideram a prisão um espaço produtivo de relações. A proposta decorre da percepção de serem os afetos centrais para a produção política e de negociação das assimetrias nas prisões (e fora delas). O GT intenta preencher um espaço de diálogo e análise sobre instituições penitenciárias, tradicionalmente produzido desde os escopos analíticos da segurança pública e da antropologia política, os quais reiteradamente invisibilizam categorizações de gênero e raça que os fundamentam: uma produção intelectual majoritariamente masculina e branca que não leva em conta debates produzidos desde o âmbito dos estudos de gênero e interseccionais. Estes últimos, têm demonstrando os embaralhamento inerentes entre intimidade e política na produção das arenas e instituições públicas, bem como da produção de políticas de governamentalidade voltadas para a segurança, os territórios e as populações. Tendo como principal inspiração os arcabouços críticos teóricos feministas atentos para as interseccionalidades, a proposta do GT é a de lançar luz para outra forma de análise política voltada para o campo dos estudos prisionais, reunindo trabalhos atentos para o modo como redes de afeto, produzidas por e produtoras de diferenciações e assimetrias, fundamentam as práticas institucionais e de resistência nas prisões

Detalhes do painel na língua complementar / Panel details in complementary language

Título / Title
Prisiones y redes de afecto: la centralidad de las relaciones en la política prisional

Resumo curto / Short abstract
El panel propone reunir trabajos que analicen las vinculaciones entre redes de afectos y relaciones de poder, resistencia, subjetivación y agencia en las cárceles. La propuesta tiene en cuenta que las relaciones y afectos son producidos por categorías de diferenciación como género, clase, raza, sexualidad y nacionalidad.

Resumo longo / Long abstract
Este panel propone reunir trabajos que consideran la prisión un espacio productivo de relaciones. La propuesta se deriva de la percepción de ser los afectos centrales para la producción política y de negociación de las asimetrías en las cárceles (y fuera de ellas). El panel intenta viabilizar un espacio de diálogo y análisis acerca de las instituciones carcelarias, tradicionalmente producido desde los ámbitos analíticos de la seguridad pública y de la antropología política, los cuales reiteradamente invisibilizan las categorías de género y raza que los fundamentan: una producción intelectual mayoritariamente masculina y blanca que no tiene en cuenta debates producidos desde el ámbito de los estudios de género e interseccionales. Estos últimos, han demostrado las yuxtaposiciones entre la intimidad y la política en la producción de las arenas e instituciones públicas, así como de la producción de políticas de gobernabilidad dirigidas a la seguridad, los territorios y las poblaciones. La propuesta del panel es la de arrojar luz a otra forma de análisis político hacia el campo de los estudios carcelarios, reuniendo trabajos atentos para el modo como las redes de afecto, producidas por y productoras de diferenciaciones y asimetrías, fundamentan las prácticas institucionales y de resistencia en las cárceles

 

Prazo para envio de propostas de comunicações: 07 de janeiro de 2019

Formato para apresentação de propostas de comunicação: nome do(s)/da(s) proponente(s), filiação institucional, e-mail, título, resumo curto (máx. 50 palavras) e

resumo longo (máx. 200 palavras)

As propostas são enviadas diretamente aos coordenadores do painel escolhido.

Outras informações (línguas aceitas e uso de recursos audiovisuais e de informática) podem ser encontradas no site do congresso: http://apa2019.apantropologia.org/